Meg Gagnard I De quelle planète es-tu?

A Meg é uma das pessoas mais queridas desse mundo. Desde que nos conhecemos via Facebook, antes mesmo de nos mudarmos pra Paris, eu já falava: “essa menina vai total ser minha melhor amiga”. Não deu outra. Além de linda e talentosíssima, a Meg tem um coração enorme, e eu não canso nunca de aprender com ela. Com vocês Meg Gagnard, criadora do De quelle Planète Es-Tu? e leitora entusiasmada do livro “Português para Leigos” (com o qual ela aprendeu a falar que “não é uma bruxa”, porque a gente nunca sabe quando vai precisar falar isso, né).

Fotos pela própria Meg

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O que você trouxe a Paris?

Meus estudos… A minha graduação. Eu fiz um ano no exterior, na França, durante ensino médio, e eu sabia que eu queria colocar o meu francês em prática ao pensar no meu futuro. Sem mencionar que eu queria descobrir os segredos de Paris, e desembarcar em uma nova aventura. Eu estava pronta para ver o mundo, e eu não conseguia me ver em qualquer outro lugar senão Paris. Eu não posso nem lembrar o porquê. Tudo funcionou perfeitamente, e agora posso chamá-la de “meu lar”.

Por que “De quelle planète es-tu?

O título do meu blog pode ser traduzido literalmente como “De que planeta você é?”. Esse conceito foi originado do Pequeno Príncipe, o livro com o qual eu aprendi francês. Quando eu estava pensando em como chamar o meu blog, quando o criei, eu queria que  fizesse referência a espaços e lugares … Onde as pessoas comem, o que faz com que o espaço de alguém seja “o” lugar dele/dela. Essa questão veio à mente, e o nome ficou.

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O que você carrega com você em todos os momentos?

Um caderno pequeno. Eu amo a tecnologia digital e todas as coisas novas, mas não consigo lidar com listas não escritas à mão. Eu não quero esquecer coisas,  - e eu tenho tendência a esquecer – mesmo quando digo a mim mesma que não posso… Então tenho que anotá-las.

Seu lugar favorito em Paris.

Meu lugar favorito em Paris… Isso é difícil… Há tantos lugares que eu gosto. Vou ter que dizer Montmartre. Adoro passear pelas ruelas, pelas ruas íngremes atrás e em torno da Sacre Coeur, descobrindo novos pontos com vistas mágicas da cidade. Para mim, Montmartre dá mais uma sensação da cidade do que outras partes de Paris… Ela é tão charmosa, algumas partes são tão singulares. Há áreas do bairro que são antiquadas e intocadas. Sem mencionar a vista da Sacre Coeur, que sempre me tira o fôlego.

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Seu lugar favorito no mundo.

As Montanhas Rochosas (“Rocky Mountains”, Colorado, EUA). Tornou-se o meu lugar favorito no mundo quando eu o deixei, é a minha casa. É uma parte impressionante do Colorado. Digamos que seja a “área de trabalho” das minhas memórias. Pelo fato de que ele está em casa, e de que eu vivo longe de casa, eu acho que ele sempre o meu lugar favorito no mundo.

Viagem dos sonhos?

A minha viagem dos sonhos, desde que eu me lembro é a Ilha de Páscoa. Algo sobre ela me intriga muito, e estou ansiosa para descobri-la algum dia. Ela será cheia de aventura e mistério. Enquanto eu estiver por lá, espero visitar alguns países da América do Sul também. Vai ser uma viagem mágica.

Sua primeira lembrança sobre o Brasil?

Meu pai sempre me disse que a única cidade que ele queria me levar, no futuro, era o Rio de Janeiro. Eu me lembro de pensar que era tão exótico, e que teria que dar uma olhada no mapa para descobrir onde eu estava. Isso deve ter sido quando eu tinha 8 ou 9 anos. Mas minha lembrança principal é de quando eu estava me preparando para ir para universidade em Paris, e eu conheci uma garota fabulosa via Facebook que também ia, com quem eu conversava sobre isso. Por acaso, hoje nós somos melhores amigas ;) .

Essa primeira impressão, como mudou?

O Brasil parece mais próximo de mim agora. Isso pode ter algo a ver com ter duas das minhas amigas mais próximas e queridas vindas desse país fabuloso, então parece que não é tão longe, e eu me vejo passando um tempo lá no futuro. Agora eu quero descobrir essa cultura. O Brasil ainda é um destino dos meus sonhos de menina, e eu tenho tantas razões para ir lá agora… E ouvi dizer que você pode beber água de coco diretamente do coco com um canudo. Eu estou muito animada.

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“Coisa” brasileira favorita.

Minha coisa brasileira favorita é o “shhh” no final das palavras. É tão bonito, e muito distinto. Estou animada para visitar o Brasil, e voltar com mais coisas favoritas. Tenho certeza de que isso vai acontecer. E os cocos com canudos… Isso definitivamente vai estar na lista.

Frase favorita em português

“Eu não sou una (sic) bruxa”. Esta é a minha frase favorita, porque é a primeira que eu aprendi.

 

— ENGLISH VERSION—

 

Meg is one of my dearest people in this world. Ever since we met via Facebook, before we’d even moved to Paris, I’d say: “This girl will totally be my best friend”. Beyond being beautiful and incredibly talented, Meg has a huge heart, and I don’t ever get tired of learning from her. I present you Meg Gagnard, creator of De quelle Planète Es-Tu? and enthusiastic reader of  ”Portuguese for Dummies” (with which she learned how to say she’s “not a witch”, because one never knows when she’ll need to say that, right?).

Pictures by Meg

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What brought you to Paris?

My studies…. in order to pursue my Bachelor’s degree. I did a year abroad in France High School, and after I knew that I wanted to put my French to good use when contemplating my future, not to mention I wanted to uncover the secrets of Paris and debark on a new adventure. I was ready to see the world, and I couldn’t see myself anywhere but Paris. I can’t even recall why. It all worked out perfectly, and now I call it my home.

Why “De quelle planète es-tu”?

The title of my blog literally translates to “What planet are you from”?. This original concept came from the Little Prince, the book with which I learned French. When I was debating what to call my blog when I first started it, I wanted it to relate to spaces and places… from where people eat, to what makes someone’s space their own. This question came to mind, and it certainly stuck.

What do you carry with you at all times?

A little notebook. As much as I love the world of digital and all things new technology, I can’t handle non-handwritten lists. I never want to forget things, and I tend to forget the things I tell myself not to forget… so I’ve got to jot them down.

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Your favorite place in Paris.

My favorite place in Paris… this is tough… there are so many places that I like. I’m going to have to go with Montmartre. I love strolling the windy, hilly streets behind and around Sacre Coeur, discovering new spots with magical views of the city. To me, Montmartre has more of a village feel than other parts of Paris… it’s so charming and certain parts are so quaint. Some part of the neighborhood almost feel old-fashioned and untouched. Not to mention the view from Sacre Coeur always takes my breath away.

Your favorite place in the world.

The Rocky Mountains. This became my favorite place in the world when I left it, as it’s home. It’s such a stunning part of Colorado. It’s the default to the desktop of my memories, if you will. The fact that it’s home and I live away from home I think is what will make it always my favorite place in the world.

Dream trip?

My dream trip from as long as I can remember is to Easter Island. Something about it intrigues me so much, and I am anxious to discover it someday. It will be full of adventure and mystery. While I’m at it I hope to visit a few more South American countries. It will be a magical trip.

Your first recollection of hearing about Brazil?

My dad always told me the one city he wanted to take me to in the future was Rio. I remember thinking it was so exotic and had to check it out on a map to find out where it was. It must have been when I was 8 or 9. My main recollection on my own was when I was preparing to go to Uni in Paris, and I met a fabulous gal via Facebook with whom I conversed with about our departure. Turns out now we’re best friends ;)

How has that first impression changed?

Brazil seems closer to me now. This could have something to do with having two of my closest and dearest friends from the fabulous nation, but it seems like it’s not so far away, and I see myself spending time there in the future. I now want to discover their culture. Brazil still is a dream destination from my 9-year-old self, I’ve just got so many reasons to go there now. And I hear that you can drink coconut juice directly from the coconut with a straw which I am pretty excited about.

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Favorite Brazilian thing.

My favorite Brazilian thing is the “shhh” at the end of tons of words. It is just so cute, and very distint. I’m excited to visit Brazil and have more favorite Brazilian things. I’m pretty sure that will happen. And the coconuts with straws will definitely be on that list. 

Favorite sentence in Portuguese?

“Eu não sou una bruxa” (I’m not a witch). This is my favorite sentence because it is the first one that I learned. 

 

Champanhe (a festa)

Uma das vantagens de morar em Paris é que champanhe é razoavelmente acessível – que o diga Elizabeth Rubel e suas maravilhosas festas temáticas…

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Bruges gourmande

Me apaixonei por Bruges desde que assisti In Bruges, um dos filmes mais genialmente macabros já feitos.

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Fui lá duas vezes desde o ano passado, e mal posso esperar pra ir de novo. É a cidade perfeita pra um ano sabático, ou pra um fim de semana romântico. Enfim, tanto faz a razão pra visitá-la – Bruges é linda.

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Na primeira vez que fui, fiquei aqui e recomendo! Eu não vejo muita graça em ficar em hotéis quando posso alugar um quarto ou um apartamento. Esse não fica no centro, mas os 10 minutos de caminhada até a parte histórica valem muito a pena pra quem quer realmente conhecer a cidade.

O quarto na foto corresponde ao terceiro andar de uma casa cujo dono, um jovem belga de uns 30 anos, é super simpático e nos deu dicas ótimas sobre o que fazer durante a nossa curta estadia. O único porém é que Bruges é uma cidade cara – logo as dicas dele também – então preferimos nos aventurar. Fugimos da maioria dos clichês turisticos (como o De Halve Maan) e ao fim de duas visitas, acabei compilando algumas dicas próprias.

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Pra comer a autêntica batata frita belga – a melhor do mundo, mesmo – acompanhada do Bicky Burger, outra “iguaria” da região, recomendo de longe o ‘t Brugsch Friethuys. Nem que seja pra só pra comer batata, a visita é mandatória (diga-se de passagem que não vale a pena ir a Bruges se você estiver de dieta, já que a comida e a cerveja são 3/4 da diversão).

Continuando o roteiro guloso, sugiro um autêntico waffle de sobremesa. A oferta é farta, e eu acredito que a satisfação seja garantida onde quer que você for. Se gostar muito de doce e quiser se aventurar, peça o speculoos.

(Tem uma barraca de waffles que eu amei, mas me esqueci o nome e não estou conseguindo achar. Quando conseguir coloco aqui!)

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Finalmente, nada como uma cerveja para a digestão. A dica clássica é o bar ‘t Brugs Beertje, onde você encontrara 300+ variedades de cerveja belga (já deu pra perceber que eu adoro cerveja, né)!

Quando cansar de comer e beber, vá no Dille&Kamille pra encontrar lembranças lindas e originais.

Quanto aos monumentos, esses são difíceis de não ver. Bruges histórica é tão pequena, mas tão pequena, que em um dia inteiro dá pra ver ela toda umas 3 vezes. A graça mesmo está em parar e degustar o que ela tem pra oferecer.

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 E você, já foi pra Bruges? O que achou?

Vai lá:

Apartamentos em Bruges: 9flats

‘t Brugsch Friethuys: Sint-Jakobsstraat 1

‘t Brugs Beertje: Kemelstraat 5

Dille & Kamille: Simon Stevinplein 17-18

Primavera

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Dica randômica:
Clásico Argentino

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Quando você estiver passeando pelo Marais em um domingo ensolarado como o passado, é quase certo que tenha um desejo imenso de tomar sorvete. Quer dizer, pelo menos segundo as filas literalmente (ou quase) quilométricas em frente à todos estabelecimentos conhecidos pelos turistas (Amorino’s, Berthillon, etc.). É como se fosse um instinto primitivo.

Então deixemos a inimizade legendária de lado pra escutar a dica randômica do dia: que tal um helado ao invés do gelato? Já sei o que você vai pensar: “não vou até Paris pra comer sorvete Argentino!”. Mas gelato também não é francês, então que diferença faz? Escondido na mesma rua do Amorino’s da Place des Vosges está o Clásico Argentino, onde ok, a opção de sabores não é tão grande, mas a fila também não. Não é que falte qualidade – é que esse cantinho hermano continua, por enquanto, desconhecido pelos turistas (shh, fica entre a gente!).

Recomendo o de Dulce de Leche, um clássico argentino no Clásico Argentino (hehe).

Sorvete pequeno 3,50 euros (foto); grande 5,00 euros. Porções generosas.

PS: Ainda não provei as empanadas, mas elas tem uma cara incrível. 

Vai lá: 8, Rue du pas de la Mule. 75003 (Metrô Chemin Vert, linha 8).

Le Brésil rive gauche

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Nunca imaginei que fosse pagar 5 euros por 6 pães de queijo, mas o que é que o banzo não faz com a pessoa?

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Ontem, sábado de sol, resolvi conferir a exposição le Brésil rive gauche, no prestigiadíssimo Bon Marché. Na verdade, a “exposição” consiste mais de uma gama beeeem abrangente de produtos brasileiros. Lá, encontra-se dos maravilhosos vestidos da Adriana Barra (e de outras marcas que são orgulho nacional, como Osklen, Maria Bonita, Ellus…) aos grampos Temoso – os quais a minha vó usa sem saber que hoje se trata de um luxo exótico em Paris.

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O ponto baixo da visita foi perceber que, por mais que os franceses ADOREM o Brasil, as nossas culturas e hábitos continuam bem distantes uns dos outros. Ao visitar o stand da Osklen, a vendedora confessou, triste, que desde o começo da exposição havia vendido uma ou duas bermudas de praia. Mas é claro! Parisiense vai surfar no Sena? O verão ainda parece um sonho tão distante que, a não ser que se tenha planos muito certos de uma viagem ao mar em agosto, investir numa bermuda da Osklen não parece valer a pena. Já para os brasileiros, a decepção estava na simplicidade das peças expostas. De fato, não espere encontrar os designs mirabolantes do Oskar Metsavaht no Bon Marché. Uma blusa sobre capoeira, uma outra escrita “Rio de Janeiro”, aí sim…

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O ponto alto foi, pra mim, a seleção gastronômica (quem me conhece sabe que sou conquistada pelo estômago). Uma coleção completa da Companhia das Ervas, cerveja Colorado, leite de côco, goiabada, guaraná… e, pra acompanhar, peças artesanais lindíssimas que davam vontade de bater no peito e dizer com orgulho: “Essa cumbuca é tão brasileira quanto eu!”. Enfim, me animei, e saí de lá com batata barôa e feijão, porque sou chique assim. Foi na Grande Épicerie que encontrei o pão de queijo igualzinho ao do recreio da escola e quase chorei de emoção (ou foi pelo preço que paguei?). Acabei levando também um pão de mandioca, enquanto me segurava pra não pegar o suco Maguary de caju. Tô falando, é o banzo.

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Ao fim da visita, concluí que os preços eram, em geral, justos. E que a variedade dos produtos vale – muito – a visita tanto dos brasileiros residentes aqui, já cansados da limitação das lojas de produtos típicos, quanto dos que estão de visita. Sim, eu sei que se você vem passar uma semana em Paris, provavelmente a última coisa que quer ver na sua frente é goiabada. Mas uma visita ao Bon Marché é mandatória, e vale a pena ver como o nosso país é representado aqui fora. Não se trata mais de bunda e carnaval, mas sim de produtos e de arte de altíssima qualidade, que a gente às vezes negligencia um pouco em prol das reclamações sobre a política e tudo mais que não funciona no nosso país. Vai por mim, um privilégio assim na França faz um bem necessário ao ego verde-e-amarelo.

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PS: Não quis mostrar muito a exposição pra não estragar a surpresa de quem vai visitar.

PS2: Um pouco fora de tópico, mas se você for à Grande Epicerie e for maníaco por azeitona como eu, não deixe de provar o pão de azeitona com queijo feta! É de chorar de saudade depois.

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La Fine Mousse

Pra quem adora uma cerveja, principalmente aquela estupidamente gelada,  eu tenho uma boa e uma má notícia.

A má notícia é que cerveja estupidamente gelada é como praia em Paris, não existe. Quando existe é uma coisa meio forçada, improvisada, tipo “Paris plage”.

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A boa notícia é que, no entanto, a qualidade das cervejas em certos bares é tão boa, mas tão boa, que o fato de não estar geladíssima chega a ser benéfico – só assim você degusta as nuances do sabor. Pode parecer frescura, mas vai por mim: visite o La Fine Mousse e depois me fale.

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Localizado no 11ème arrondissement, lá você encontra dezenas de cervejas dos 4 cantos do mundo (só que não, não tem do Brasil). Melhor ainda, eles servem 10+ tipos de chopp (outra raridade pariesiense)! Eu provei recentemente dois: Super Nova (7,5%) e Black Saison (6,5%), ambos bem fortes e amargos, do jeito que eu gosto. Mas se esse não é o seu estilo, não tem problema: há cerveja e chopp pra todos os gostos e bolsos. Cada chopp de 250ml custa entre 3,5 e 7 euros, e pasmem – esse preço é ótimo aqui. Vale enfatizar que a qualidade é garantida.

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Vai lá:  6 Avenue Jean Aicard, 75011. Metrô: Rue St. Maur (linha 3)