Category Archives: FranÇa

Oh-la-la! Quoi de neuf?

Yelp Elite @ Terrasse Kluger

Eh oui, dois eventos do Yelp na mesma semana é só pra quem pode! E esse não podia ter um tema mais apropriado…

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Imagina a animação da carioca ao chegar no Terrasse Kluger (novo espaço do Tartes Kluger, escondidinho no BHV Homme) e ver nada menos do que água de coco? Tá, não era fresca, nem super brasileira – a Vita Coco é uma marca americana… – mas como todos sabem, quem não tem cão caça com gato. E como caça. Bebi tanta, mas tanta água que no fim do evento já me sentia o próprio coco.

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Não sou fã da água de coco com aromas, pronto, falei. A Vita Coco, querendo inventar moda, criou sabores como abacaxi, laranja, açaí, maracujá… Eu fiquei no natural mesmo. Quem provou, aprovou o sabor açaí. Ouvi dizer que os outros eram, bem, aguados.

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O que dizer do Tartes Kluger, além da sensação de nostalgia que ele me traz? Quando eu morava no Marais, e a loja ficava a dois blocos de mim, as quiches de lá eram a opção mais cobiçada naquelas noites em que eu não podia nem pensar em cozinhar. Hoje ela não tá mais lá (foi substituida pelo Café Pinson, o qual ainda preciso visitar), mas fica a dica très sympa do Terrasse Kluger no BHV. Na duvida, peça a tradicional quiche lorraine aos 3 presuntos!

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O terceiro stand do evento-tentação pertencia ao Bubble Fever, um bar de bubble tea sério e inovador. Você deve estar se perguntando “o que raios é bubble tea?”. É um chá (duh), frio ou quente, com/sem leite, com/sem aromas especiais, com bolas de tapioca no fundo. Expliquei de maneira simplista – vale a pena visitar a loja porque a Ronita explica bem melhor. A sacada do Bubble Fever foi incluir também bolinhas com xarope, que “explodem” na sua boca…! Essa moda do bubble tea já chegou no Brasil?

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Enfim, me esbaldei. Obrigada Yelp! Um brinde tropical, à muitos outros eventos!

Vai lá:

Terrasse Kluger, 14 rue du Temple 75003 (metrô Hotel de Ville)

Bubble Fever, 5 rue de Mirbel 75005 (metrô Censier-Daubenton)

Vita Coco: nos mercados Monoprix.

—ENGLISH VERSION—

Eh oui, two Yelp Elite events in the same week is only for VIPs! And this one couldn’t have had a more appropriate theme …

Imagine the excitement of a Rio native when arriving at Terrasse Kluger (the relatively new Tartes Kluger food truck, hidden in BHV Homme) to see nothing less than a lot of coconut water? Ok, it wasn’t fresh, neither was it super Brazilian – Vita Coco is an American brand … – But I’ll happily take what I can get. And boy, did I enjoy it. I drank so much water that by the end I felt like a coconut myself.

I’m not a fan of flavored coconut water, there, I said it. Vita Coco, wanting to reinvent this gift from mama nature, created flavors like pineapple, orange, acai, passion fruit … I stuck to the original. Some of the people who tasted the other ones thought that the acai flavor was ok. However, I heard that other flavors were, well, a bit watery.

So what about Tartes Kluger, other than the nostalgic feeling that it brings me? When I lived in the Marais and the store was two blocks away, their quiches were the most coveted option on those nights when I couldn’t even think about cooking. Today it is no longer there (it was replaced by Café Pinson, which I still need to visit), but you should check out the très sympa Terrasse Kluger at the BHV. If you’re wondering what to get, I recommend the traditional quiche lorraine with 3 kinds of ham!

The third stand at this tempting event belonged to Bubble Fever, a bubble tea bar that’s serious and innovative about what they do. “What the hell is bubble tea?“, you may ask. It’s a tea (duh), cold or hot, with/without milk, with/without special aromas with tapioca balls at the bottom. Yes, I’m being very simplistic – you should check out the store because Ronita can explain it much better. The cool thing about Bubble Fever is that they also include little balls filled with syrup, which “explode” in your mouth…! Has the bubble tea craze made it to Brazil already?

Anyway, I had a great time. Thanks Yelp! A tropical toast to many other events!

Go there:

Terrasse Kluger, 14 rue du Temple 75003 (metro station Hotel de Ville)

Bubble Fever, 5 rue de Mirbel 75005 (metro station Censier-Daubenton)

You can find Vita Coco at Monoprix.

Yelp Elite @ Le Cabinet de sa Majesté

Ontem tive a honra de ir a um dos eventos do Yelp Elite, dessa vez no Cabinet de sa Majesté. Pra deixar claro, não faço parte (ainda) da elite do Yelp, mas tenho a sorte de ser bem conectada à pessoas (cof cof *Meg* cof cof) que o são e me convidam hehe.

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Como esse blog não é bem sobre os eventos que eu vou, mas sobre dicas pra quem vem à Parri, vou falar mais sobre o Cabinet de sa Majesté do que sobre o evento (genial) em si.

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O Cabinet acabou de abrir bem ao lado de um dos prédios da INSEEC, onde faço o meu mestrado, o que é uma excelente noticia pra mim – e pra todo mundo, né? Dos mesmos donos do Les Fils à Maman e do Le Petit Resto dans la Prairie (ambos restaurantes muito, muito bons e merecedores de posts só pra eles), esse restaurantezinho simpático é a essência do lugar cool parisiense.

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O Cabinet tem uma decoração um pouquinho peculiar (animais empalhados e outras peças vindas direto de mercados das pulgas), e de nobre e real não tem nada além do nome da rua. Mas ele é tão charmoso!

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Durante o evento nos deliciamos com as maravilhas abaixo, todas aprovadíssimas. Recomendo principalmente o mini burguer, e o croquete de camembert pros vegetarianos.

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Ficou com água na boca, né? Tá esperando o quê?

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Vai lá Le Cabinet de sa Majesté - 4 Rue de la Fontaine au Roi, 75011 Paris ( metrô République)

PS: Obrigada, merci, thank you Yelp pelo evento sensacional e pela oportunidade de conhecer tantas pessoas, tão legais. Mal posso esperar pelo próximo… Amanhã! E obrigada à Meg por me convidar. ;)

—ENGLISH VERSION—

Yesterday I had the honor of attending one of the Yelp Elite events, this time at the Cabinet de sa Majesté. To clarify things, I’m not (yet) a part of the Yelp Elite, I just happen to be really well connected to people (cof cof *Meg* cof cof) who are, and they invite me hehe.

Since this blog isn’t exactly about the events I attend, but about the places I can recommend to people who come to Paris, I’ll talk more about the Cabinet than about the (fantastic) event itself.

The Cabinet just opened right next to one of INSEEC’s buildings, where I’m pursuing my masters degree, which is an awesome piece of news for me – and for everyone else too, really. By the same owners of Le Fils à Maman and Le Petit Resto dans la Prairie (both being really great restaurants and deserving of posts for themselves), this little restaurant is the essence of the cool Parisian hole-on-the-wall.

It has a bit of a peculiar decoration (stuffed animals and other objects straight out of flea markets), and it has just about nothing royal or noble about it other than the name of the street it is on. But it is so goddam charming!

During the event we got to delight ourselves with the wonders in the picture above (blackboard), all of which I suggest emphatically – especially the mini burgers. And the croquettes de camembert for the vegetarians out there.

I bet your mouth has started watering right about now, hasn’t it? What are you waiting for?

Go visit:  Le Cabinet de sa Majesté - 4 Rue de la Fontaine au Roi, 75011 Paris (Republique metro station)

PS: Obrigada, merci, thank you Yelp for the great event and for the opportunity to meet so many cool people. I hardly can’t wait for the next one… Tomorrow! And thanks Meg for letting me tag along. ;)

Meg Gagnard I De quelle planète es-tu?

A Meg é uma das pessoas mais queridas desse mundo. Desde que nos conhecemos via Facebook, antes mesmo de nos mudarmos pra Paris, eu já falava: “essa menina vai total ser minha melhor amiga”. Não deu outra. Além de linda e talentosíssima, a Meg tem um coração enorme, e eu não canso nunca de aprender com ela. Com vocês Meg Gagnard, criadora do De quelle Planète Es-Tu? e leitora entusiasmada do livro “Português para Leigos” (com o qual ela aprendeu a falar que “não é uma bruxa”, porque a gente nunca sabe quando vai precisar falar isso, né).

Fotos pela própria Meg

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O que você trouxe a Paris?

Meus estudos… A minha graduação. Eu fiz um ano no exterior, na França, durante ensino médio, e eu sabia que eu queria colocar o meu francês em prática ao pensar no meu futuro. Sem mencionar que eu queria descobrir os segredos de Paris, e desembarcar em uma nova aventura. Eu estava pronta para ver o mundo, e eu não conseguia me ver em qualquer outro lugar senão Paris. Eu não posso nem lembrar o porquê. Tudo funcionou perfeitamente, e agora posso chamá-la de “meu lar”.

Por que “De quelle planète es-tu?

O título do meu blog pode ser traduzido literalmente como “De que planeta você é?”. Esse conceito foi originado do Pequeno Príncipe, o livro com o qual eu aprendi francês. Quando eu estava pensando em como chamar o meu blog, quando o criei, eu queria que  fizesse referência a espaços e lugares … Onde as pessoas comem, o que faz com que o espaço de alguém seja “o” lugar dele/dela. Essa questão veio à mente, e o nome ficou.

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O que você carrega com você em todos os momentos?

Um caderno pequeno. Eu amo a tecnologia digital e todas as coisas novas, mas não consigo lidar com listas não escritas à mão. Eu não quero esquecer coisas,  - e eu tenho tendência a esquecer – mesmo quando digo a mim mesma que não posso… Então tenho que anotá-las.

Seu lugar favorito em Paris.

Meu lugar favorito em Paris… Isso é difícil… Há tantos lugares que eu gosto. Vou ter que dizer Montmartre. Adoro passear pelas ruelas, pelas ruas íngremes atrás e em torno da Sacre Coeur, descobrindo novos pontos com vistas mágicas da cidade. Para mim, Montmartre dá mais uma sensação da cidade do que outras partes de Paris… Ela é tão charmosa, algumas partes são tão singulares. Há áreas do bairro que são antiquadas e intocadas. Sem mencionar a vista da Sacre Coeur, que sempre me tira o fôlego.

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Seu lugar favorito no mundo.

As Montanhas Rochosas (“Rocky Mountains”, Colorado, EUA). Tornou-se o meu lugar favorito no mundo quando eu o deixei, é a minha casa. É uma parte impressionante do Colorado. Digamos que seja a “área de trabalho” das minhas memórias. Pelo fato de que ele está em casa, e de que eu vivo longe de casa, eu acho que ele sempre o meu lugar favorito no mundo.

Viagem dos sonhos?

A minha viagem dos sonhos, desde que eu me lembro é a Ilha de Páscoa. Algo sobre ela me intriga muito, e estou ansiosa para descobri-la algum dia. Ela será cheia de aventura e mistério. Enquanto eu estiver por lá, espero visitar alguns países da América do Sul também. Vai ser uma viagem mágica.

Sua primeira lembrança sobre o Brasil?

Meu pai sempre me disse que a única cidade que ele queria me levar, no futuro, era o Rio de Janeiro. Eu me lembro de pensar que era tão exótico, e que teria que dar uma olhada no mapa para descobrir onde eu estava. Isso deve ter sido quando eu tinha 8 ou 9 anos. Mas minha lembrança principal é de quando eu estava me preparando para ir para universidade em Paris, e eu conheci uma garota fabulosa via Facebook que também ia, com quem eu conversava sobre isso. Por acaso, hoje nós somos melhores amigas ;) .

Essa primeira impressão, como mudou?

O Brasil parece mais próximo de mim agora. Isso pode ter algo a ver com ter duas das minhas amigas mais próximas e queridas vindas desse país fabuloso, então parece que não é tão longe, e eu me vejo passando um tempo lá no futuro. Agora eu quero descobrir essa cultura. O Brasil ainda é um destino dos meus sonhos de menina, e eu tenho tantas razões para ir lá agora… E ouvi dizer que você pode beber água de coco diretamente do coco com um canudo. Eu estou muito animada.

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“Coisa” brasileira favorita.

Minha coisa brasileira favorita é o “shhh” no final das palavras. É tão bonito, e muito distinto. Estou animada para visitar o Brasil, e voltar com mais coisas favoritas. Tenho certeza de que isso vai acontecer. E os cocos com canudos… Isso definitivamente vai estar na lista.

Frase favorita em português

“Eu não sou una (sic) bruxa”. Esta é a minha frase favorita, porque é a primeira que eu aprendi.

 

— ENGLISH VERSION—

 

Meg is one of my dearest people in this world. Ever since we met via Facebook, before we’d even moved to Paris, I’d say: “This girl will totally be my best friend”. Beyond being beautiful and incredibly talented, Meg has a huge heart, and I don’t ever get tired of learning from her. I present you Meg Gagnard, creator of De quelle Planète Es-Tu? and enthusiastic reader of  ”Portuguese for Dummies” (with which she learned how to say she’s “not a witch”, because one never knows when she’ll need to say that, right?).

Pictures by Meg

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What brought you to Paris?

My studies…. in order to pursue my Bachelor’s degree. I did a year abroad in France High School, and after I knew that I wanted to put my French to good use when contemplating my future, not to mention I wanted to uncover the secrets of Paris and debark on a new adventure. I was ready to see the world, and I couldn’t see myself anywhere but Paris. I can’t even recall why. It all worked out perfectly, and now I call it my home.

Why “De quelle planète es-tu”?

The title of my blog literally translates to “What planet are you from”?. This original concept came from the Little Prince, the book with which I learned French. When I was debating what to call my blog when I first started it, I wanted it to relate to spaces and places… from where people eat, to what makes someone’s space their own. This question came to mind, and it certainly stuck.

What do you carry with you at all times?

A little notebook. As much as I love the world of digital and all things new technology, I can’t handle non-handwritten lists. I never want to forget things, and I tend to forget the things I tell myself not to forget… so I’ve got to jot them down.

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Your favorite place in Paris.

My favorite place in Paris… this is tough… there are so many places that I like. I’m going to have to go with Montmartre. I love strolling the windy, hilly streets behind and around Sacre Coeur, discovering new spots with magical views of the city. To me, Montmartre has more of a village feel than other parts of Paris… it’s so charming and certain parts are so quaint. Some part of the neighborhood almost feel old-fashioned and untouched. Not to mention the view from Sacre Coeur always takes my breath away.

Your favorite place in the world.

The Rocky Mountains. This became my favorite place in the world when I left it, as it’s home. It’s such a stunning part of Colorado. It’s the default to the desktop of my memories, if you will. The fact that it’s home and I live away from home I think is what will make it always my favorite place in the world.

Dream trip?

My dream trip from as long as I can remember is to Easter Island. Something about it intrigues me so much, and I am anxious to discover it someday. It will be full of adventure and mystery. While I’m at it I hope to visit a few more South American countries. It will be a magical trip.

Your first recollection of hearing about Brazil?

My dad always told me the one city he wanted to take me to in the future was Rio. I remember thinking it was so exotic and had to check it out on a map to find out where it was. It must have been when I was 8 or 9. My main recollection on my own was when I was preparing to go to Uni in Paris, and I met a fabulous gal via Facebook with whom I conversed with about our departure. Turns out now we’re best friends ;)

How has that first impression changed?

Brazil seems closer to me now. This could have something to do with having two of my closest and dearest friends from the fabulous nation, but it seems like it’s not so far away, and I see myself spending time there in the future. I now want to discover their culture. Brazil still is a dream destination from my 9-year-old self, I’ve just got so many reasons to go there now. And I hear that you can drink coconut juice directly from the coconut with a straw which I am pretty excited about.

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Favorite Brazilian thing.

My favorite Brazilian thing is the “shhh” at the end of tons of words. It is just so cute, and very distint. I’m excited to visit Brazil and have more favorite Brazilian things. I’m pretty sure that will happen. And the coconuts with straws will definitely be on that list. 

Favorite sentence in Portuguese?

“Eu não sou una bruxa” (I’m not a witch). This is my favorite sentence because it is the first one that I learned. 

 

Champanhe (a festa)

Uma das vantagens de morar em Paris é que champanhe é razoavelmente acessível – que o diga Elizabeth Rubel e suas maravilhosas festas temáticas…

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Primavera

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Dica randômica:
Clásico Argentino

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Quando você estiver passeando pelo Marais em um domingo ensolarado como o passado, é quase certo que tenha um desejo imenso de tomar sorvete. Quer dizer, pelo menos segundo as filas literalmente (ou quase) quilométricas em frente à todos estabelecimentos conhecidos pelos turistas (Amorino’s, Berthillon, etc.). É como se fosse um instinto primitivo.

Então deixemos a inimizade legendária de lado pra escutar a dica randômica do dia: que tal um helado ao invés do gelato? Já sei o que você vai pensar: “não vou até Paris pra comer sorvete Argentino!”. Mas gelato também não é francês, então que diferença faz? Escondido na mesma rua do Amorino’s da Place des Vosges está o Clásico Argentino, onde ok, a opção de sabores não é tão grande, mas a fila também não. Não é que falte qualidade – é que esse cantinho hermano continua, por enquanto, desconhecido pelos turistas (shh, fica entre a gente!).

Recomendo o de Dulce de Leche, um clássico argentino no Clásico Argentino (hehe).

Sorvete pequeno 3,50 euros (foto); grande 5,00 euros. Porções generosas.

PS: Ainda não provei as empanadas, mas elas tem uma cara incrível. 

Vai lá: 8, Rue du pas de la Mule. 75003 (Metrô Chemin Vert, linha 8).

Le Brésil rive gauche

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Nunca imaginei que fosse pagar 5 euros por 6 pães de queijo, mas o que é que o banzo não faz com a pessoa?

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Ontem, sábado de sol, resolvi conferir a exposição le Brésil rive gauche, no prestigiadíssimo Bon Marché. Na verdade, a “exposição” consiste mais de uma gama beeeem abrangente de produtos brasileiros. Lá, encontra-se dos maravilhosos vestidos da Adriana Barra (e de outras marcas que são orgulho nacional, como Osklen, Maria Bonita, Ellus…) aos grampos Temoso – os quais a minha vó usa sem saber que hoje se trata de um luxo exótico em Paris.

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O ponto baixo da visita foi perceber que, por mais que os franceses ADOREM o Brasil, as nossas culturas e hábitos continuam bem distantes uns dos outros. Ao visitar o stand da Osklen, a vendedora confessou, triste, que desde o começo da exposição havia vendido uma ou duas bermudas de praia. Mas é claro! Parisiense vai surfar no Sena? O verão ainda parece um sonho tão distante que, a não ser que se tenha planos muito certos de uma viagem ao mar em agosto, investir numa bermuda da Osklen não parece valer a pena. Já para os brasileiros, a decepção estava na simplicidade das peças expostas. De fato, não espere encontrar os designs mirabolantes do Oskar Metsavaht no Bon Marché. Uma blusa sobre capoeira, uma outra escrita “Rio de Janeiro”, aí sim…

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O ponto alto foi, pra mim, a seleção gastronômica (quem me conhece sabe que sou conquistada pelo estômago). Uma coleção completa da Companhia das Ervas, cerveja Colorado, leite de côco, goiabada, guaraná… e, pra acompanhar, peças artesanais lindíssimas que davam vontade de bater no peito e dizer com orgulho: “Essa cumbuca é tão brasileira quanto eu!”. Enfim, me animei, e saí de lá com batata barôa e feijão, porque sou chique assim. Foi na Grande Épicerie que encontrei o pão de queijo igualzinho ao do recreio da escola e quase chorei de emoção (ou foi pelo preço que paguei?). Acabei levando também um pão de mandioca, enquanto me segurava pra não pegar o suco Maguary de caju. Tô falando, é o banzo.

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Ao fim da visita, concluí que os preços eram, em geral, justos. E que a variedade dos produtos vale – muito – a visita tanto dos brasileiros residentes aqui, já cansados da limitação das lojas de produtos típicos, quanto dos que estão de visita. Sim, eu sei que se você vem passar uma semana em Paris, provavelmente a última coisa que quer ver na sua frente é goiabada. Mas uma visita ao Bon Marché é mandatória, e vale a pena ver como o nosso país é representado aqui fora. Não se trata mais de bunda e carnaval, mas sim de produtos e de arte de altíssima qualidade, que a gente às vezes negligencia um pouco em prol das reclamações sobre a política e tudo mais que não funciona no nosso país. Vai por mim, um privilégio assim na França faz um bem necessário ao ego verde-e-amarelo.

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PS: Não quis mostrar muito a exposição pra não estragar a surpresa de quem vai visitar.

PS2: Um pouco fora de tópico, mas se você for à Grande Epicerie e for maníaco por azeitona como eu, não deixe de provar o pão de azeitona com queijo feta! É de chorar de saudade depois.

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